"Já faz tempo que não me sento para escrever sobre o que aconteceu em minha vida, ou melhor, o que eu vi mudar neste mundo. Me chamo Carlos Henrique e este é um tipo de diário pautado em minha própria loucura. Quando abri os olhos na virada do ano de 1999 para 2000, em Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, nada mais parecia ser o que era. Os boatos diziam que os computadores entrariam em colapso. Que um cataclisma poderia se abater sobre a Terra destruindo tudo. No fundo eu sabia que alguma daquelas previsões poderia acontecer, só não entendia ainda o modo com o qual ela se manifestaria. Sim, eu despertei. Não me importa se você está compreendendo o que digo agora. Eu senti a terra tremer. Vi fendas se abrindo ao longo do calçamento e da areia da praia. Lava vulcânica brotando do chão enquanto criaturas invisíveis se alimentavam de pessoas vivas. Vi meu irmão ser tragado pela escuridão de um beco sem saída e nunca mais voltar. Tudo isso foi real. Posso garantir. O Despertar exige dor e sofrimento, é o preço a se pagar. Eu assumi os riscos."Diário de Carlos Henrique

New York ou Nova Iorque. Uma das maiores cidades do mundo. Outro reflexo do que a humanidade projetou para si mesma.
Carros, motocicletas, pessoas. Velocidade. Modernidade. Poluição e dinheiro. Todas essas palavras ajudam a definir o que a cidade significa hoje. Exemplo de prosperidade e modelo de vida, a Cidade de NY oferece todo tipo de atrativos para que qualquer pessoa no mundo deseje morar lá. Lazer, oportunidades, moradia, o sonho americano manifesto em um só lugar. No entanto, para garantir que esta utopia, o Governo Norte-americano tem gasto uma boa quantidade de recursos. Atualmente, não só os principais prédios históricos e culturais, mas as principais ruas da cidade estão sendo monitoradas por câmeras de longo alcance posicionadas em lugares estratégicos para evitar todo tipo de infortúnio, desde assaltos a vandalismo.
Além disso, o Governo adquiriu dois dirigíveis que se revezam no patrulhamento da cidade dia e noite. As aeronaves funcionam como posto avançado de comunicação da polícia local.Porém, esta nova estrutura possui uma razão: o crime organizado.
Segundo fontes seguras, o crime organizado, que há tempos havia sido dado como exterminado, tomou fôlego com a devastação econômica causada pela crise Européia. Homens que um dia trabalharam para grupos de banqueiros e grandes conglomerados se rebelaram e acabaram ressuscitando o submundo de NY. Com a crise, as portas ficaram abertas para entorpecentes e sua cadeia de influência se ampliou. Em poucos meses o crime organizado havia tomado pra si toda zona portuária e a periferia da cidade.
Hoje, o Governo está investindo cada vez mais em pessoal e treinamento especializado para neutralizar o problema.
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