sábado, 16 de julho de 2011

O salto

"Estamos em 2001. Sinceramente ainda não consigo compreender o que houve ontem. Fomos traídos! Talvez seja a realidade nos punindo de uma forma mais indireta... Quem sabe o que Doissetep está vivenciando hoje não ficaria surpreso com tudo isso... Eu preciso ver o Oráculo ainda hoje. Mas não posso contar com Erick, ele está cada vez mais mergulhado no silêncio e estou há 50 mil quilômetros de casa. Quem sabe se eu alcançar aquela base... Está na hora de ir, o café já está frio e tenho certeza que os capangas do meu irmão Lomax estão no meu rastro. Precisarei de sorte."


Diário de Carlos Henrique

Existem diversas dimensões paralelas à esta em que você pensa viver. Você mal sabe que vive em todas as outras ao mesmo tempo sem se dar conta, e, muito provavelmente para cada uma delas existe uma versão sua, mais ou menos arrojada de acordo com sua essência. Não importa. O que você precisa saber é que uma dessas dimensões, em especial, está em constante contato conosco e é o quintal de um de nossos principais inimigos: a Teia Digital.

Esta dimensão é versão digitalizada de tudo o que existe. Todos nós, dentro dela, estamos representados por dados que correspondem a um vetor de processamento, mas não precisamos ir tão profundamente no assunto. Por que estamos em constante contato com ela? Simples. Cada celular, computador, qualquer aparelho eletrônico que possibilite uma transmissão de dados consistente é uma porta de entrada para a rede. Entretanto, tentar o salto ou o mergulho, é uma opção um tanto perigosa. Os aparelhos de realidade virtual que permitem ao homem um profundo mergulho na rede para nós não são nada. Certo, tem razão. Algumas vezes nos ajudam bastante especialmente com magos menos experientes, mas o que importa é que estamos muito além disso. Uma vez dentro da Rede podemos nos deslocar para qualquer lugar na Terra em segundos. Em contra-partida podemos ser facilmente rastreados pelos agentes tecnocratas e seus firewalls.

Lembre-se, a Rede é um reflexo distorcido e "melhorado" de nossa sociedade aos olhos da Tecnocracia. Somente magos capacitados podem se aventurar por lá. Um dia ela será ainda mais interativa, e cada vez mais o Panóptico do Poder do qual tanto fala Michel Foucault irá se consolidar. Controlar a realidade, torna-la ainda mais previsível e ordeira é o objetivo da Tecnocracia e eles já estão tentando familiarizar os adormecidos com ela através do cinema com filmes como Matrix e Tron.

Não se esqueça. Tenha cuidado.

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